ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PARNAÍBA

A Associação Comercial de Parnaíba foi fundada em 14 de janeiro de 1917, e desde 07 de Julho de 1993, data em que foi inaugurada sua sede própria doada pelo Governo do Estado do Piauí, onde foi transferida para o restaurado armazém do Complexo Arquitetônico Porto das Barcas.

É reconhecida de utilidade pública por Decreto Federal Nº 3429, de 27 de Dezembro de 1917 e é pessoa jurídica de direito privado, sem finalidade de lucro e duração por prazo indeterminado.

Teve Assembleia Geral Extraordinária realizada dia 08 de Agosto de 2012, aprovada a alteração de sua razão social para Associação Comercial e Industrial de Parnaíba, mantendo sua designação pela sigla original, ACP.

PORTO DAS BARCAS

No início do século XVIII, em frente à Ilha Grande de Santa Isabel, surgiu, em Parnaíba, o fluvial Porto das Barcas.

Por força da importância econômica das charqueadas da família Dias da Silva, o povoado Porto das Barcas tornou-se seda da vila de São João da Parnaíba, em 03 de agosto de 1770(a vila havia sido instalada no povoado Testa Branca, em 1762).

Situa-se a seis quilômetros ao Norte, a partir do litoral, à direita do rio Igaraçu e, à direita da ponte Simplício Dias (Herói da Independência do Brasil no Piauí).

 PORTO SALGADO

Denominação popular dada ao Porto das Barcas, a partir do início da segunda metade do século XIX (1860). Óbvio tratar-se de clara referência ao sal, bem importante no período do ciclo das charqueadas.

O Porto Salgado viveu, por todo um século, idênticos dias de glória aos vividos quando do apogeu do Porto das Barcas. O Trem, os navios a vapor, as chatas, os rebocadores, o guindaste e a estiva aceleraram a vida dos passageiros e trânsito das mercadorias.

ARQUITETURA 

O conjunto arquitetônico Porto das Barcas inclui: o principal cais de porto da cidade; os becos e vielas que dão acesso a antigos estabelecimentos comerciais e industriais; o sobrado da velha alfândega; e, o galpão defronte aos monumentais e históricos armazéns dos Dias das Silva construídos por seus escravos. 

A alvenaria desses armazéns foi realizada a partir de enormes pedras trazidas de áreas distantes, devidamente quebradas e rejuntadas graças a uma argamassa que resulta da mistura de pó de ostra com óleo de baleia.